No dia seguinte eu cheguei no horário certo e logo me sentei ao lado de Jack.
- Eaí, beleza? Ele perguntou
- Não, noite de pesadelo.
Eu não consegui prestar atenção na aula, só pensava no pesadelo que tive. Nunca havia sonhado com nada parecido. Eu não gosto de vampiros, então porque sonhei com aquilo?
Quando o sinal do segundo horário soou, antes do professor entrar na sala, um garoto entrou, e não era um garoto qualquer. Era O garoto, o menino que eu vi ontem.
- Classe esse é Brian, nosso novo aluno.
Enquanto o professor apresentava ele, Brian veio se sentar no único lugar vazio na sala, do meu outro lado.
- Oi.
Ele disse pra mim, mas eu não tive tempo de responder porque nesse segundo um cano na parede estourou e eu vi água voar por toda a sala. E tudo que eu pensei foi: "Porque Brian e Jack continuam parados se encarando?"
Todos saíram correndo da sala, exceto eu e os dois garotos que não paravam de se encarar.
- Vem - eu disse puxando Jack pelo braço - ou vamos ficar ensopados.
-O que foi aquilo?
Perguntei para Jack quando estávamos sozinhos perto do pátio esperando os coordenadores fazerem algo.
- Aquilo o que?
- Você sabe, quer dizer, todo mundo saiu correndo e você ficou encarando o garoto novo.
- Não gosto do jeito que ele olha pra você.
Jack sentou no chão e jogou a touca na cabeça.
- Garotos e seus problemas - Respondi me sentando ao lado dele.
Após alguns minutos Brian passou por onde estávamos, pensei que ele viria conversar conosco, mas assim que olhou para Jack se virou e foi pra outro lugar.
- Eu realmente não gosto desse cara - Jack disse no meu ouvido.
E por algum motivo, eu ri
The Young Writers
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Violet
Eu acordei assustada, não foi um sonho bonito. Jack estava nele - como na maioria dos meus últimos sonhos - mas o que me espantou, foi que o garoto que vi mais cedo na escola também estava nele.O sonho foi claro como se eu estivesse mesmo lá, parecia algo real.
estava escuro, mas eu podia ver a luz da lua cheia brilhando na rua e pequenas luzes saindo das mãos
do... Jack, ele estava jogando essas luzes no que parecia ser os inimigos. Todos que estavam do nosso lado estavam caídos, mortos, imaginei, Jack estava tentando me proteger de seres que tinham um liquido escuro caindo de seus queixos. Um deles chegou perto o bastante para eu ver as presas. Um vampiro? Eu saí correndo o mais rápido possivel até que algo me segurou pela costas, quando me virei, era o garoto. ele tinha um sorriso torto no rosto.
- Você está bem? Ele perguntou.
- Acho que sim. eu respondi.
- Ótimo.
Então ele me mostrou suas presas e eu acordei.
Eu PRECISAVA parar de assistir tanta televisão.
Violet
Quando o sinal do segundo horário finalmente soou eu fui para a sala de aula e me sentei no lugar ao lado do meu melhor e único amigo: Jack- Atrasado no primeiro dia? Jack perguntou.
- Temos que manter a reputação não é?
O resto da aula passou como um filme, eu apenas balançava a cabeça e fingia entusiasmo. Quando o último sinal tocou fui pra casa. A minha cidade não é grande, portanto a maioria das pessoas anda a pé, eu morava em uma casa afastada da cidade, mas até completar 18 anos e poder dirigir, continuo andando.
No caminho todo senti a mesma sensação de hoje mais cedo, parecia que alguém me vigiava, mas quando olhava não havia ninguém.
Ao chegar em casa fui direto para meu quarto. Minha mãe havia morrido quando eu tinha 4 anos e meu pai vivia trabalhando para pagar as contas, então passava as tardes basicamente sozinha, a não ser que Jeck viesse me visitar, o que não aconteceria hoje.
Passei o dia arrumando a casa, ouvindo música e comendo besteiras, os professores não tinham passado dever de casa e eu não achava nada interessante para assistir na televisão.
Por volta das oito horas da noite fui para meu quarto, meu pai chegaria logo e eu queria evitar uma falsa conversa sobre como foi meu dia, então tomei banho, coloquei um pijama e tentei ir dormir, por íncrivel que pareça, o sonho veio mais rápido do que pensei.
sábado, 14 de maio de 2011
Brian
Estar sozinho é bom, na maioria das vezes. Mas ser sozinho é completamente diferente. É uma das piores coisas do mundo. Principalmente, depois de todos esses anos.
Mas essa sensação passou rapidamente no instante em que a vi. Não sei o que eu estava esperando quando fui procurá-La, mas com certeza não foi isso.
Seus cabelos eram negros como a noite, e seus olhos, incrivelmente cinzas, instigavam-me a pular dentro deles. A mexa azul revelava uma rebeldia tímida, mas que a qualquer momento poderia explodir.
Observá-La paralisou-me, como se eu estivesse vendo uma construção de arquitetura gótica sendo destruída pelas chamas de fogo. Envolvente e perigosa. Hipnótica.
Eu a vi entrando na escola. Não pude evitar o choque que percorreu todo meu corpo. Quando mandaram-me procurá-La, imaginei uma garota mais normal, mais...adolescente. A Violet que eu vi emana maturidade, e um poder que abala qualquer vampiro. Mas eu estava hipnotizado demais para recuar.
Seguindo meus instintos - no momento, desvairados - , entrei rapidamente no prédio, sempre de olho nela.
Violet olhou para trás algumas vezes, mas eu fui mais rápido e me escondi.
O inspetor de alunos, um sujeito de 40 anos, mais ou menos, gorducho, e com cara de poucos amigos, estava virando o corredor para onde Violet se dirigia.
Não pensei duas vezes. Silenciosamente, fui até ele. Ele se surpreendeu com minha chegada, mas não teve tempo para demonstrar sua surpresa.
- Você não vai deixar Violet Marie Moonshade entrar na sala de aula. Pelo menos, não neste horário. - Olhei em seus olhos, que ficaram distantes e sem emoção. Ele seguiu em frente, e impediu a garota de entrar.
Ela se sentou, e colocou os fones de ouvido. Foi quando ela me viu.
Ela ofegou, e arregalou os olhos. Também, não era para menos. Eu a olhava intensamente, minha cabeça girando. Eu nunca vira uma garota tão linda. Estava tomando coragem para falar com ela. Que reação estranha, a minha. Mas o mais estranho é que eu estava sem fala. E Violet nem me deu chance.
Ela saiu, os passos apressados, em direção ao pequeno ginásio da escola, deixando-me sozinho.
Mas essa sensação passou rapidamente no instante em que a vi. Não sei o que eu estava esperando quando fui procurá-La, mas com certeza não foi isso.
Seus cabelos eram negros como a noite, e seus olhos, incrivelmente cinzas, instigavam-me a pular dentro deles. A mexa azul revelava uma rebeldia tímida, mas que a qualquer momento poderia explodir.
Observá-La paralisou-me, como se eu estivesse vendo uma construção de arquitetura gótica sendo destruída pelas chamas de fogo. Envolvente e perigosa. Hipnótica.
Eu a vi entrando na escola. Não pude evitar o choque que percorreu todo meu corpo. Quando mandaram-me procurá-La, imaginei uma garota mais normal, mais...adolescente. A Violet que eu vi emana maturidade, e um poder que abala qualquer vampiro. Mas eu estava hipnotizado demais para recuar.
Seguindo meus instintos - no momento, desvairados - , entrei rapidamente no prédio, sempre de olho nela.
Violet olhou para trás algumas vezes, mas eu fui mais rápido e me escondi.
O inspetor de alunos, um sujeito de 40 anos, mais ou menos, gorducho, e com cara de poucos amigos, estava virando o corredor para onde Violet se dirigia.
Não pensei duas vezes. Silenciosamente, fui até ele. Ele se surpreendeu com minha chegada, mas não teve tempo para demonstrar sua surpresa.
- Você não vai deixar Violet Marie Moonshade entrar na sala de aula. Pelo menos, não neste horário. - Olhei em seus olhos, que ficaram distantes e sem emoção. Ele seguiu em frente, e impediu a garota de entrar.
Ela se sentou, e colocou os fones de ouvido. Foi quando ela me viu.
Ela ofegou, e arregalou os olhos. Também, não era para menos. Eu a olhava intensamente, minha cabeça girando. Eu nunca vira uma garota tão linda. Estava tomando coragem para falar com ela. Que reação estranha, a minha. Mas o mais estranho é que eu estava sem fala. E Violet nem me deu chance.
Ela saiu, os passos apressados, em direção ao pequeno ginásio da escola, deixando-me sozinho.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Violet
Começou quando eu estava na escola, no primeiro dia de aula, eu estou no segundo ano do ensino médio, e estava no corredor, atrasada como sempre. Ao parar no mural para ver onde ficava minha sala foi quando senti, estava sentindo isso desde que saí de casa, era como se alguém estivesse me vigiando, mas ao olhar para trás percebi que o pátio estava vazio, na verdade, mais vazio do que o normal.
Eu começei a andar para a sala 12 quando vi o inspetor de alunos bem na minha frente, ele estava com os olhos distantes, como se estivesse hipnotizado.
- Você está atrasada, vai ter que esperar o segundo horário.
Ele não olhou para mim nem por um segundo e não deixou tempo para eu protestar, saiu andando como um sonâmbulo.
Eu me sentei em um banco no pátio da escola e para passar o tempo resolvi escutar música. Foi quando o vi, o garoto mais lindo que já vi na minha vida, olhos verdes, cabelos pretos com um corte perfeito, e uma boca de um vermelho que deixaria qualquer garota com inveja. E ele estava olhando para mim.
Veja bem, eu não estou acostumada a ser olhada, não sou exatamente bonita como as outras garotas e o que tenho de bonito geralmente escondo usando roupas largas e pretas (principalmente para ir a escola) mas esse garoto me olhava, como se para ele eu fosse a menina mais bonita da Terra.
Algo no olhar dele era selvagem e controlado ao mesmo tempo e ele parecia não aguentar ficar parado. Eu joguei o capuz do meu moletom por cima do meu cabelo preto com mechas azuis e fui para a quadra. Algo dentro de mim dizia que eu deveria me afastar daquele garoto. Acho que era o fato da sensação de alguém estar me olhando vinha exatamente da direção de onde ele estava, e também que ele não estava ali a alguns minutos atrás e eu não o vi chegar.
Caah
Eu começei a andar para a sala 12 quando vi o inspetor de alunos bem na minha frente, ele estava com os olhos distantes, como se estivesse hipnotizado.
- Você está atrasada, vai ter que esperar o segundo horário.
Ele não olhou para mim nem por um segundo e não deixou tempo para eu protestar, saiu andando como um sonâmbulo.
Eu me sentei em um banco no pátio da escola e para passar o tempo resolvi escutar música. Foi quando o vi, o garoto mais lindo que já vi na minha vida, olhos verdes, cabelos pretos com um corte perfeito, e uma boca de um vermelho que deixaria qualquer garota com inveja. E ele estava olhando para mim.
Veja bem, eu não estou acostumada a ser olhada, não sou exatamente bonita como as outras garotas e o que tenho de bonito geralmente escondo usando roupas largas e pretas (principalmente para ir a escola) mas esse garoto me olhava, como se para ele eu fosse a menina mais bonita da Terra.
Algo no olhar dele era selvagem e controlado ao mesmo tempo e ele parecia não aguentar ficar parado. Eu joguei o capuz do meu moletom por cima do meu cabelo preto com mechas azuis e fui para a quadra. Algo dentro de mim dizia que eu deveria me afastar daquele garoto. Acho que era o fato da sensação de alguém estar me olhando vinha exatamente da direção de onde ele estava, e também que ele não estava ali a alguns minutos atrás e eu não o vi chegar.
Caah
domingo, 8 de maio de 2011
Prólogo
Ser uma adolescente de 16 anos é difícil. Mais difícil é ser uma adolescente de 16 anos, que precisa fazer uma escolha que pode ou não acabar com a humanidade.Mais difícil ainda, é decidir se abre mão ou não do amor de sua vida.
Quando se é uma bruxa, tem que abrir mão de muitas coisas. Muitas vezes, o caminho mais fácil não é o aconselhável.
Ser disputada entre bruxos e vampiros, sedentos pela morte um do outro, também não é bom.
Mas é exatamente o que acontece na vida de Violet.
E o que ela escolher, vai afetar a vita de todo o mundo. Literalmente.
Aproveite o sofrimento dos inocentes, e a morte daqueles que não merecem existir.
É melhor aproveitar do que participar da história.
Paulinha & Caah.
Quando se é uma bruxa, tem que abrir mão de muitas coisas. Muitas vezes, o caminho mais fácil não é o aconselhável.
Ser disputada entre bruxos e vampiros, sedentos pela morte um do outro, também não é bom.
Mas é exatamente o que acontece na vida de Violet.
E o que ela escolher, vai afetar a vita de todo o mundo. Literalmente.
Aproveite o sofrimento dos inocentes, e a morte daqueles que não merecem existir.
É melhor aproveitar do que participar da história.
Paulinha & Caah.
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